
Estreia hoje nos cinemas o filme-concerto “Queen Budapest”, último show gravado da banda com Freddie Mercury vivo, remasterizado em 4K 40 anos depois. E no dia da estreia, Mercúrio e Vênus em Escorpião formam conjunção muito próxima.
A gravação é de Budapeste, 27 de julho de 1986, e foi restaurada pela Park Road Post Production, equipe ligada ao cineasta Peter Jackson.
Mercúrio e Vênus em Escorpião e o peso do legado
Mercúrio está em conjunção com Vênus, os dois em Escorpião. Mercúrio rege a comunicação, a mensagem, o nome que a gente carrega e deixa registrado. Vênus rege a arte, o afeto, aquilo que amamos e queremos ver durar além de nós.
Escorpião é o signo que lida com o que atravessa a morte e continua vivo como legado. Não se trata de finitude como ponto final, e sim daquilo que resiste, se transforma e volta a circular. Um show gravado há quatro décadas, projetado hoje numa tela gigante, cabe exatamente nessa simbologia.
Vale notar que Vênus está retrógrada neste período, assim como Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Cinco planetas em movimento aparente de recuo no mesmo dia é bastante coisa, e o tema do dia é justamente um resgate do passado. Esse tipo de céu não pede nostalgia parada, pede revisão. O gesto de restaurar uma gravação antiga e devolvê-la ao presente com mais nitidez conversa direto com esse clima, o passado volta não para ser repetido do mesmo jeito, mas para ser visto de novo, com outros olhos, outra maturidade.
A conjunção de Mercúrio e Vênus em Escorpião fala sobre isso, sobre coisas que a gente pensava guardadas no armário da memória e que voltam pedindo outro olhar, outra escuta, outra emoção.
Lua minguante convida a rever antes de seguir
A Lua está em Virgem, signo que gosta de organizar, separar o que importa do que é só ruído. E a fase minguante começou no signo Câncer, em 3 de outubro. Minguante é tempo de soltar, revisar, descansar, não de criar algo novo do zero.
A próxima virada do ciclo chega com a Lua Nova em Libra, em 10 de outubro, às 12h50. Até lá, o convite é olhar para trás com calma antes de abrir a página seguinte.
Então, se bater vontade de assistir a um show de décadas atrás, ou de rever qualquer gravação antiga que carregue peso emocional, o céu desta semana apoia esse movimento. Revisar não é regredir, é parte do processo antes de começar algo novo.
O convite é simples. Separe um momento, sozinho ou acompanhado, e deixe uma lembrança antiga, uma música, um filme, uma gravação, te atravessar de novo. Talvez você escute ou veja algo que não tinha percebido da primeira vez, e perceba que certos legados não ficam parados no passado, eles só esperam o momento certo de voltar.